

















Um convite de "última da hora" levou-me até ás Berlengas, também com a companhia do Pedro Brito, da Cecília e do Torres além dos vários mergulhadores que se juntaram ao grupo.
O mergulho ainda é uma surpresa constante para mim, são muitas experiências e emoções novas a cada minuto, e certamente falo com alguma adrenalina de pouca experiência.
Mais que descobrir lugares fabulosos para mergulhar, há ainda a experiência extraordinária de "fazer" novos amigos quase todos os dias, pessoas que não conhecemos de repente estão a mergulhar ao nosso lado, cuja vida poderá depender a qualquer minuto a qualquer profundidade, isso dá-nos uma capacidade de tornar pessoas que pouco ou mal conhecemos, dos melhores amigos do mundo. A juntar a isso, a verdadeira camaradagem de quem como eu ama a natureza e comunga dia a dia de espirito aberto para todas estas emoções.
Após uma das viagens mais loucas que fiz até hoje de barco, pois num semi-rígido de poucos metros, fizemos uma viagem de 35 minutos até ás Berlengas com ondas entre os 4 e os 6 metros que ora vinham de cima, oura da direita, ou da esquerda, saltos onde o barco pairava no ar e a adrenalina vai ao máximo sempre com o profundo respeito e admiração ao ver um "miúdo" a comandar este barco com a perícia que a todos impressionou .
Em águas mais calmas, e bem abrigados pela fortaleza, já fomos mergulhar no local chamado Flandres, simplesmente magnifico! O que me surpreendeu mais não foi a quantidade e vida, mas sim o tamanho dos peixes e outras espécies, são simplesmente mais que o dobro ou o triplo do que vejo aqui em Sesimbra, não só porque é mar aberto, mas também porque ali é totalmente proibido pescar de qualquer forma. Um segundo mergulho deixou-me mais impressionado , não tenho fotos porque a máquina que foi á experiência, o cartão deu erro e não quis fazer mais fotos), mas foi com grande admiração que vi entre várias coisas um choco com umas dimensões bem grandes, (mais de 60 com) e o nosso guia se aproximou e fez-lhe festas ao ponto do choco começar a mexer as barbatanas laterais como que a manifestar o prazer destas festas. Depois foi uma séria de cardumes de várias cores e tamanhos, uma água verde esmeralda que nos faz sentir bem e com vontade de lá voltar. De regresso a Peniche com umas vagas ligeiramente inferiores mas de igual emoção lá regressámos á sede da Haliotis.
Foi certamente uma experiência que não vou esquecer e de certeza repetir.